Banco Central retira o teto fixo de R$ 500 por transação e equipara a modalidade às regras do Pix por chave e QR Code. O limite passa a ser definido pelo próprio usuário, dentro do que o banco permitir.
- Desde esta quinta-feira (1º), o Pix por aproximação não tem mais o teto fixo de R$ 500 por transação.
- Pagamentos maiores passam a valer dentro do limite geral configurado para a conta, ajustável pelo próprio cliente.
- O limite noturno de R$ 1.000 para pessoa física, das 20h às 6h, continua valendo, salvo alteração do usuário.
- A modalidade ainda tem baixa adesão, mas o valor movimentado saltou de R$ 95,1 mil para R$ 568,7 milhões em seis meses.
O Pix por aproximação deixou de ter um teto fixo nesta quinta-feira (1º). Até ontem, cada transação feita pela modalidade, que usa a tecnologia NFC para aproximar o celular da maquininha, não podia ultrapassar R$ 500, uma restrição específica que não se aplicava ao Pix tradicional, feito por chave ou QR Code. A partir de agora, essa diferença desaparece: o limite passa a ser o mesmo configurado para as demais formas de uso do Pix, definido por cada instituição financeira e ajustável pelo cliente.
Não é um cheque em branco
A retirada do teto específico não significa que qualquer pagamento, de qualquer valor, passa a ser aprovado automaticamente. Os bancos continuam obrigados a manter um limite geral para a conta, e é esse valor, não mais um número fixo de R$ 500, que vai determinar até quanto o cliente pode pagar por aproximação. Uma compra de R$ 600 ou de R$ 1 mil poderá ser feita, desde que o limite da própria conta permita.
Para aumentar ou reduzir esse teto, o caminho é dentro do aplicativo do banco: localizar as configurações do Pix, acessar a área de limites ou de gerenciamento do Pix por aproximação e solicitar o ajuste. O procedimento pode variar de uma instituição para outra, mas a lógica é a mesma em todas elas.
O limite da madrugada continua valendo
Uma regra de segurança segue intocada: o limite noturno padrão de R$ 1 mil para pessoas físicas, válido das 20h às 6h, continua em vigor para o Pix por aproximação, a menos que o próprio cliente tenha alterado essa configuração previamente. A medida, pensada para dificultar golpes que costumam acontecer fora do horário comercial, não foi afetada pela mudança anunciada pelo Banco Central.
Uma modalidade ainda pouco usada, mas em expansão
Lançado em fevereiro de 2025, o Pix por aproximação segue como a fatia menos utilizada do sistema: em janeiro de 2026, respondeu por cerca de 0,01% do total de transações Pix realizadas no país. Ainda assim, o crescimento no período chama atenção.
O salto reflete tanto a adesão gradual de bancos e maquininhas à tecnologia quanto o apelo da praticidade: diferentemente do Pix tradicional, que exige abrir o aplicativo, se autenticar e escanear um QR Code, o pagamento por aproximação funciona de forma parecida com um cartão por aproximação cadastrado no celular. Vale lembrar que nem todo aparelho é compatível: iPhones, por exemplo, ainda não oferecem suporte à função.
Atenção redobrada com golpes
Com a possibilidade de pagamentos maiores por aproximação, cresce também a importância de configurar os limites com cuidado. Especialistas em segurança recomendam manter o teto da conta em um valor compatível com o uso cotidiano, elevando-o apenas quando necessário, e desconfiar de qualquer pedido para aumentar limites ou aproximar o celular em situações fora do comum. As regras gerais de segurança do Pix, como os mecanismos de bloqueio por movimentação suspeita, continuam valendo normalmente.

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