Google lança o Gemini 4 Argon, mas quase ninguém pode usar


A Google apresentou nesta quarta-feira (30) o Gemini 4 Argon, seu novo modelo de ponta, voltado a engenharia de software, trabalho corporativo (jurídico e financeiro) e cibersegurança. Segundo a empresa, o modelo supera o GPT-6 Astra e o Claude Opus 5.5 em 13 de 19 testes comparativos, e já assumiu a liderança num dos principais rankings públicos de modelos de texto.

Por enquanto, porém, quase ninguém pode testar essa liderança: o acesso está restrito a um grupo seleto de equipes de cibersegurança confiáveis, dentro do programa Fairwind da Google, além de órgãos do governo americano. A empresa diz que vai ampliar o acesso aos poucos, começando por clientes pagantes da API e assinantes do Google AI Ultra (US$ 200 por mês), mas não deu uma data. A justificativa é de segurança: o Argon teria boa capacidade de encontrar e explorar vulnerabilidades de software sozinho, o que levou a Google a liberar parceiros de confiança para usá-lo sem as travas normais de cibersegurança do modelo, voltadas à defesa.

O lançamento marca o primeiro modelo de ponta da Google desde fevereiro, depois que a empresa cancelou o lançamento do Gemini 3.5 Pro, prometido para junho. Pelo preço da API, de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída, o Argon chega no mesmo patamar dos concorrentes.

Com informações de Mashable, The Rundown AI e InfoWorld.

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