- A Finlândia lidera o ranking mundial de felicidade pelo nono ano consecutivo.
- Islândia e Dinamarca completam o pódio; a Costa Rica é o único país latino-americano no top 10.
- O Brasil aparece na 32ª posição entre 147 países, seguindo a trajetória de alta dos últimos anos.
- O relatório aponta queda de bem-estar entre jovens de países ricos, ligada ao uso constante de telas.
O World Happiness Report, relatório anual produzido pelo Oxford Wellbeing Research Centre em parceria com o instituto Gallup e apoio da ONU, confirmou mais uma vez a Finlândia como o país mais feliz do mundo. É a nona edição seguida em que os finlandeses ocupam o topo da lista, um domínio que já se tornou marca registrada do levantamento.
O ranking pergunta a milhares de pessoas em 147 países como elas avaliam a própria vida, numa escala de zero a dez, e cruza essa percepção com indicadores como renda, saúde, apoio social, liberdade de escolha, generosidade e confiança nas instituições. A Finlândia obteve nota 7,8, à frente de Islândia e Dinamarca, ambas com 7,5, que fecham o pódio.
Os nórdicos dominam, mas a Costa Rica surpreende
O topo da lista segue com a cara de sempre: países nórdicos, com estruturas sólidas de bem-estar social e altos níveis de confiança entre cidadãos e instituições. Depois do pódio, aparecem Suécia, Noruega e Países Baixos. A novidade fica por conta da Costa Rica, que se firmou entre os cinco primeiros colocados e segue como o único representante da América Latina no top 10, à frente até de potências europeias e da própria Suíça.
O Brasil sobe, mas segue longe do topo
Na lista de 147 países, o Brasil aparece na 32ª posição em 2026, resultado que dá sequência a uma trajetória de melhora nos últimos anos. O país avançou de forma consistente desde a pior marca já registrada, na casa das 40 posições, subindo ano após ano até o patamar atual.
A subida coloca o Brasil à frente de outros países latino-americanos e de nações europeias que, por muito tempo, ficaram bem à frente na lista. O relatório atribui esse tipo de avanço menos a ganhos de renda e mais a fatores como apoio social e senso de pertencimento, elementos que pesam tanto quanto ou mais do que indicadores puramente econômicos na conta final da felicidade.
O alerta do relatório: os jovens estão infelizes
Se o topo da lista segue previsível, o destaque da edição de 2026 está em outro lugar. O relatório mostra uma queda expressiva no bem-estar dos jovens em países ricos da Europa Ocidental e da América do Norte, um grupo que, historicamente, costumava reportar níveis de satisfação mais altos que a média da população adulta. Essa vantagem vem se invertendo nos últimos anos.
Os pesquisadores associam o fenômeno ao tempo de tela constante e à conectividade permanente proporcionada pelas redes sociais, que parece corroer justamente os elementos que o próprio relatório aponta como mais determinantes para a felicidade: vínculos humanos, senso de pertencimento e apoio social. Um dos autores do estudo resume a lógica por trás do ranking afirmando que investir no que já funciona bem na vida das pessoas conta mais do que apenas tentar corrigir problemas pontuais.
Com informações de InfoMoney, Forbes Brasil, Time Out e RFM, com base no World Happiness Report 2026.

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