![]() |
| Sidney, Austrália (divulgação) |
País saltou da 15ª para a 5ª posição em um ano; pesquisa da InterNations destaca facilidade de adaptação, cordialidade e satisfação de expatriados
O Brasil está entre os cinco países mais bem avaliados por estrangeiros que vivem fora de seus países de origem em 2026. É o que aponta a nova edição do Expat Insider, levantamento anual realizado pela InterNations, comunidade global de expatriados.
O país ficou na 5ª posição entre 31 destinos analisados, atrás de Panamá, México, Tailândia e Emirados Árabes Unidos. No levantamento anterior, o Brasil havia aparecido na 15ª colocação.
A pesquisa considera diferentes aspectos da experiência de quem vive no exterior, incluindo facilidade de adaptação, trabalho, finanças pessoais, qualidade de vida e condições práticas do dia a dia.
O que explica a posição do Brasil?
Entre os pontos que ajudaram o Brasil no levantamento estão as avaliações relacionadas à felicidade, facilidade de adaptação, cordialidade e cultura local.
A percepção de acolhimento aparece como um dos principais destaques. Relatos de expatriados entrevistados para a pesquisa descrevem a facilidade de estabelecer relações com brasileiros e a sensação de pertencimento proporcionada pela convivência social.
O resultado coloca o Brasil entre os destinos com melhor avaliação no quesito adaptação de estrangeiros. A América Latina, de modo geral, teve forte presença nas primeiras posições da pesquisa.
Brasil supera Espanha e Portugal
A posição brasileira chama atenção também pela presença de países tradicionalmente procurados por estrangeiros logo abaixo no ranking.
Os dez primeiros colocados são:
1. Panamá
2. México
3. Tailândia
4. Emirados Árabes Unidos
5. Brasil
6. Espanha
7. Singapura
8. Portugal
9. Malásia
10. Luxemburgo
Com isso, o Brasil aparece à frente de Espanha, Singapura, Portugal e Malásia na classificação geral de 2026.
Panamá lidera pelo terceiro ano consecutivo
O primeiro lugar ficou novamente com o Panamá, que lidera o levantamento pelo terceiro ano seguido.
O país teve destaque principalmente nos indicadores de trabalho no exterior e finanças pessoais. Segundo a pesquisa, 87% dos expatriados que vivem no Panamá afirmaram estar satisfeitos com a vida no país, contra uma média global de 70%.
O México ficou em segundo lugar e teve o melhor resultado na categoria de facilidade de adaptação. Entre os expatriados entrevistados, 73% disseram ser fácil fazer amigos locais, percentual significativamente superior à média global de 39%.
A Tailândia, terceira colocada, apresentou um dos maiores níveis de satisfação geral entre os expatriados e também se destacou na avaliação das finanças pessoais e do custo de vida.
O que a pesquisa realmente mede?
Apesar de o levantamento ser apresentado como uma lista dos melhores países para estrangeiros, o ranking não representa uma avaliação absoluta de todos os aspectos de cada país.
A InterNations reúne diferentes dimensões da experiência de expatriados, como:
Adaptação: facilidade para fazer amigos, sentir-se em casa e estabelecer uma vida social.
Finanças pessoais: percepção sobre renda disponível e situação financeira.
Trabalho no exterior: aspectos relacionados à carreira e ao mercado de trabalho.
Qualidade de vida: fatores ligados à satisfação e ao cotidiano.
Necessidades básicas: aspectos práticos, como moradia e serviços digitais.
Por isso, a posição de um país pode variar bastante dependendo do perfil e das prioridades de cada pessoa.
Brasil teve forte avanço em um ano
A mudança da 15ª para a 5ª posição é um dos principais destaques da edição de 2026.
O resultado coloca o Brasil, pela primeira vez, entre os cinco primeiros colocados do Expat Insider e faz do país o único representante sul-americano entre os dez primeiros.
A pesquisa também mostra uma característica recorrente entre os países mais bem posicionados: a facilidade de integração dos estrangeiros à sociedade local.
Sete dos dez primeiros colocados também aparecem entre os dez destinos mais bem avaliados na categoria de facilidade de adaptação.
Fontes: InterNations, CNN Brasil, Exame e BBC Travel.

0 Comentários